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Plataforma virtual mostra que é possível construir um País melhor a partir do envolvimento em causas sociais

Ambiente da Engaja Brasil permite que investidor se sinta seguro para doar tempo, dinheiro ou impostos a projetos que fazem a diferença


Unir organizações da sociedade civil, empresas e pessoas interessadas na construção coletiva de uma sociedade justa e sustentável. É com esse objetivo que nasce a plataforma social Engaja Brasil. Idealizada para conectar interesses que visem as causas sociais e para funcionar como um canal de mudança no conceito de doações no País, a ferramenta digital chega com a proposta de viabilizar a captação de recursos financeiros (inclusive incentivos fiscais) e não financeiros de forma transparente.

“A transparência é o princípio fundamental da Engaja Brasil”, afirma Cristiane Motta de Almeida, idealizadora do projeto. “Queremos na plataforma organizações que façam a diferença para a sociedade e que passem credibilidade ao investidor social”, explica. “É importante que ao se engajar o investidor social (pessoa física ou jurídica) saiba como o recurso doado por ele foi usado, não importa se humano, intelectual ou financeiro”, diz ela, que tem formação em Ciências Contábeis, MBA em gestão empresarial, pós em administração para organizações do Terceiro Setor e mais de 20 anos de experiência na área financeira de grandes empresas.

Todos que se cadastram na plataforma www.engajabrasil.com.br adquirem um perfil, seja o investidor social (pessoas e empresas) ou, o empreendedor social (organizações), com o intuito de criar uma conexão de interesses compatíveis. Esta conexão facilita a escolha entre os projetos por região, área social desejada e público beneficiado de interesse. As organizações da sociedade civil que se cadastram, só são liberadas após passarem por uma avaliação criteriosa que inclui a transparência contábil e jurídica. O cadastro é gratuito e inicialmente a prioridade será dada às organizações que possuem projetos com leis de incentivo fiscal (Federal e do Estado de São Paulo).

Já os investidores sociais, após fazerem seu cadastro, podem escolher os projetos sociais com os quais mais se identificam e doar o que tiver: tempo, dinheiro, imposto que seria destinado ao governo e até divulgação nas próprias redes sociais, atuando como embaixador social.

“Com a Engaja Brasil só não se engaja quem não quiser”, afirma Cristiane. Além disso, a plataforma atua em compatibilidade com ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) lançado pela ONU em setembro de 2015. A ideia é mobilizar as organizações, pessoas e empresas no contexto de sustentabilidade local visando avanços reais em prol das metas dos ODS.

Muitos dos projetos cadastrados na plataforma são indicados pelo Instituto Filantropia, Rede de Papel Solidário e pelo Atados, com os quais a Engaja Brasil mantém parceria.

Foram nove meses de trabalho até o lançamento oficial, durante o 9º Congresso Gife – o principal encontro sobre investimento social no Brasil, na Fecomércio São Paulo.

Lideranças de investidores sociais de todo o País, dirigentes de organizações da sociedade civil, acadêmicos, consultores e representantes de governos participaram do congresso que durou três dias e muitos deles prestigiaram o evento da Engaja Brasil. A escolha de lançar a plataforma durante o Congresso do GIFE (Semana do Investimento Social) vem de encontro com as premissas adotas pela Engaja Brasil de promover uma reflexão sobre temas de relevância para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e solidária. Por isso, o cuidado com o cronograma de lançamento, que foi organizado em dois dias de palestras e debates.

Cofundador do Instituto Capitalismo Consciente Brasil e sócio da Corall Consultoria, José Luiz Weiss se juntou aos demais nomes de peso que participaram do lançamento e apresentou uma palestra sobre o capitalismo consciente e o papel das organizações da sociedade civil, com ênfase em como uma empresa pode crescer fazendo o bem. Segundo ele, é possível, sim, uma instituição privada ser consciente e ter resultados ao mesmo tempo. “Não é necessariamente verdade que ser mais consciente custa caro”, enfatizou ele, que é considerado um ‘guru’ de Recursos Humanos no País.
Na opinião de Weiss, o Brasil passa por um processo de expansão da consciência corporativa ao mesmo tempo em que há um número gigantesco de empresas que não sabem como se conectar ou escolher com segurança os projetos sociais. “O que a Engaja Brasil está fazendo é uma forma de articular uma rede e de fazê-la funcionar. Está no caminho de conectar quem não está conectado e quer se conectar”, elogiou.

Bárbara Dunin, assessora executiva da Rede Brasileira para o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), ressaltou em sua apresentação que a rede se dedica em traduzir para as empresas os 17 ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a fim delas utilizarem essas metas para promover melhores práticas corporativas e oportunidades de desenvolvimento sustentável.

E, ciente de que a plataforma traz projetos sociais e culturais dentro desse contexto para possibilitar uma atuação local com pensamento global, a assessora acrescentou, “Vejo a Engaja Brasil com um vetor de disseminação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

A Secretária Executiva dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável Nacional e Subsecretária de Assuntos Metropolitanos da Casa Civil de São Paulo, Eliana Falque, falou em sua apresentação sobre a importância do envolvimento de todos na Agenda 2030 da ONU para o desenvolvimento sustentável – Pessoas, Prosperidade, Paz, Parcerias e Planeta.

Na visão de Eliana a criação da Engaja Brasil chega no momento certo de necessidade de informações transparentes das organizações da sociedade civil como um todo. “Havia uma lacuna que precisava ser preenchida. Tem muita gente querendo ajudar e não sabe como. A plataforma veio para fazer a interlocução entre doadores e necessitados”, analisou.

Representando as empresas certificadas como B-corp ou sistema B, a gerente de sustentabilidade da Natura, Renata Puchala, explicou que é possível uma empresa de grande porte ser certificada e seguir os conceitos do capitalismo consciente com desenvolvimento sustentável e atuação social. Ela acredita que a Engaja Brasil tem propósitos e condições suficientes para trilhar um caminho de sucesso. “A plataforma é muito simples e democrática e para mim isso é um indicador de que vai dar certo”, resumiu Puchala.

O segundo dia de lançamento contou com a presença do ilustre Promotor de Justiça e Curador de Fundações do Ministério Público do Estado de São Paulo, Airton Grazzioli, que preferiu trocar a palestra por uma conversa enriquecedora sobre o Papel das Organizações da Sociedade Civil no Brasil. Ele revelou o panorama das OSCs no país que representam aproximadamente 350 mil entidades e esclareceu que menos de 5% delas recebem dinheiro público.

Na avaliação do Promotor, a criação da plataforma Engaja Brasil pode colaborar com a cultura de doação no País. Para ele, o brasileiro tem a fama de ser solidário, mas na prática não é bem isso que acontece. “Nem doar para uma instituição o que iria para o governo as pessoas fazem”, observou.

A mentora da plataforma observa que há um potencial muito grande de empresas e pessoas que podem doar parte do seu imposto de renda, renunciado pelo governo federal, a causas como: cultura, esporte, criança e adolescente, idoso, câncer e deficientes. “Estamos falando em bilhões de reais que poderiam ser destinados pela própria sociedade a projetos sociais e culturais de sua comunidade e com a vantagem de poder acompanhar seus resultados. Muitos desconhecem essas leis ou, se conhecem, não sabem como fazer para doar”, comenta Cristiane.
Grazzioli acredita que o maior obstáculo a ser vencido pela Engaja Brasil esteja no fato de a plataforma conseguir atrair entidades que realmente estejam dispostas a se mostrar. “Atualmente recurso privado é o que de fato sustenta as Organizações da Sociedade Civil, o que entende ser a principal contribuição da Engaja Brasil para o fortalecimento desse setor. Temos ainda um largo caminho a avançar até dizer que nossas entidades são transparentes”, criticou.

Outro palestrante, André Cervi, conselheiro da Engaja Brasil e co-fundador do ATADOS apresentou os conceitos de voluntariado corporativo que podem potencializar o investimento social privado. E finalizou, juntamente com a Cristiane Motta de Almeida, ensinando como aliar o investimento social aos incentivos fiscais e ao voluntariado.

Além de André, o Conselho Consultivo da plataforma de engajamento social conta com nomes igualmente expressivos e que acreditam no poder transformador do Terceiro Setor:

- Cyrille Schneider (master coach e consultor da CBS Partners)
- Hugo Caccuri Júnior (sócio Great Place to Work México, Centro América e Caribe e fundador da Caccuri Advisors)
- Lourdes Atie (fundadora e diretora da consultoria educacional Ideias Futuras)
- Michel Freller (fundador e diretor-presidente da Criando Consultoria)
- Oziel Estevão (sócio fundador do Estevão Consultoria Empresarial, diretor titular adjunto do Departamento Jurídico da FIESP
- Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

Hugo Caccuri Junior, um dos conselheiros, conta que a relação de confiança que tem com Cristiane desde 2002 foi apenas uma das motivações para integrar o Conselho Consultivo. Aos 60 anos, com a saúde em dia e realizado profissionalmente, ele diz ter encontrado na plataforma um propósito maior. “Não tinha no passado a consciência que tenho hoje e quero deixar um legado para o Brasil. Feita por pessoas em quem confio, a plataforma é o caminho para eu deixar esse legado”.

Com experiência em trabalhos sociais na Itália, Estados Unidos e Peru, a administradora da consultoria social A Aventura de Construir, Silvia Carioni, que estava presente no evento ficou impressionada ao conhecer o projeto idealizado por Cristiane. Há quatro anos morando no Brasil, a italiana observa que existe uma oferta de obras sociais no País, mas que nem sempre essas obras chegam a quem precisa. "Eu não vejo engajamento de organizações. A sensação que tenho é a de que elas têm mais interesse em se manter".

De acordo com Silvia, a formação do Conselho Consultivo da Engaja Brasil chamou a atenção por se tratar de interlocutores reais. “Parece que são pessoas com interesse em fazer mudanças. Em ter uma governança compartilhada”, analisou.

A fundadora do projeto, Cristiane Motta de Almeida, faz um balanço positivo do evento de lançamento e do sucesso da plataforma que acaba de lançar. E reconhece o desafio e a responsabilidade de criar uma plataforma de engajamento social. “Acredito que juntos (empresas, cidadãos e governo) podemos fazer o bem e irmos mais longe”.
Acesse: www.engajabrasil.com.br

Sobre a Engaja Brasil:
Plataforma virtual que tem como propósito engajar e conectar pessoas, empresas e Organizações da Sociedade Civil em causas sociais de impacto por meio da tecnologia, de forma inovadora, viabilizando maior captação de recursos e transformação social efetiva.
 

Sobre Cristiane Motta de Almeida:
Idealizadora e cofundadora da Engaja Brasil, é também sócia fundadora da empresa Improve-up Serviços Institucionais e Contábeis. Graduada em Ciências Contábeis pela Universidade Mackenzie, Pós-Graduada com MBA Executivo Internacional em Gestão Empresarial pela FGV/SP e Ohio University e Pós-Graduada em Administração para Organizações do Terceiro Setor pela FGV/SP. Possui também cursos de especialização em Controladoria pela FGV/PEC e IFRS/CPC pelo FIPECAFI. Carreira iniciada em Big Four de Auditoria e experiência consolidada de mais de 23 anos como Executiva Financeira nas áreas administrativo-financeira, controladoria e planejamento de empresas nacionais e multinacionais, inclusive Instituto Empresarial.







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